Não há o que escolher.

Não sei o que fazer.
São completamente diferentes.
Um deles é sol, uma vitalidade que me cansa, um sorriso fácil encantador, uma simplicidade que a tempos não via e até admiro, próximo ao passo de acha-lo tolo.
Não lhe concedi amor pelo demasiado pequeno tempo de convivência, mas aquele carinho, aquele ardor e aquele sorriso de mulher quando é desejada isso eu lhe dou por inteira.
A minha lua é nefasta, amarga e intelectual. É toda a sabedoria e classe que eu admiro, curiosa que sou quero decifrar entender, consertar. Me olha com olhos de dor e amor saudoso, mas não estende as mãos. A ele eu dou meus sonhos, uma casa e meus filhos.Minha vida.Queria entardecer a idade ao lado dele.
Mas entre os dois. Eu olho para mim.Escolho a mim.
Eu estou a esbravejar a necessidade de me amar antes de qualquer coisa ou homem. Não posso me dar ao luxo de ceder por meia dúzia de sorrisos frouxos, não posso enlouquecer a beira de qualquer esquecimento ou desdém por orgulho e falta de interesse súbito.
Eu vou me amar antes de amá-los.
Antes da vida me encaminhar pra um dos braços, ou quem sabe de um outrem ainda, tenho a mim mesma para amar, para resgatar do lodo onde estou jogada.
Busquei a perfeição e cheguei muito próxima a ela. Só esqueci de dizer te amo, esqueci de expressar as cosias que se passam dentro de mim. Implodi minhas emoções.
E elas se tornaram aliens me sufocando a garganta.
Vou libertá-las.



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